Quinta do Junco Quinta do Junco Quinta do Junco Quinta do Junco

Quinta de Junco

A magnífica e antiga Quinta do Junco encontra-se entre os vinhedos históricos mais conhecidos do Vale do Pinhão. Muitos visitantes podem deparar com a Quinta do Junco quando se toma a estrada sinuosa que sai da vila de Pinhão em direção a Gouvães ou Sabrosa. 

A poucos metros para lá da vila, a estrada faz um desvio acentuado para a esquerda até um estreito vale lateral com pinhal. No lado oposto da estrada, a encosta parece subir quase na vertical e é aqui que as vinhas da Quinta do Junco estão plantadas. Da estrada a visão é impressionante. Camada sobre camada de socalcos ou vinhas plantadas na vertical brotam do fundo do vale para a casa da quinta, que olha sobre a propriedade como um mosteiro tibetano em miniatura a partir do seu miradouro no topo da colina.

Em contraste com as vinhas de Terra Feita, as vinhas da Quinta do Junco estão totalmente expostas ao sol e ao vento. Orientadas praticamente a sul, estão sob a luz direta do sol durante quase todo o do dia, mas o calor intenso da época de maturação é temperado pela brisa refrescante que sopra sobre a encosta, especialmente quanto maior é a altitude. Esta quinta é uma adição relativamente recente ao património da Taylor’s, apesar de um registo da colheita mostrar que a Taylor’s comprava vinho da propriedade desde o final do século XIX. Antes da sua aquisição pela Taylor’s em 1997, os seus proprietários eram banqueiros. A propriedade foi adquirida em 1906 pelos irmãos António e Francisco Borges, que investiram fortemente na restauração da quinta do seu estado de abandono, transformando-a numa propriedade modelo. 

Além do Banco Borges & Irmão, os irmãos tinham um negócio bem sucedido de vinhos do Porto. Em tempos mais recentes, o banco nem sempre vendeu os vinhos da Quinta do Junco à sua própria empresa de vinho do Porto e, por vezes, entendeu vendê-los em leilão no mercado aberto. A oportunidade de provar as amostras dos lotes do leilão, bem como portos colheitas ou frasqueiras velhos da Quinta do Junco engarrafados pela família Borges, fez com que os diretores da Taylor’s estivessem familiarizados com os vinhos da propriedade e bem conscientes da sua qualidade. Na verdade, cerca de vinte anos antes da Taylor’s ter comprado a Quinta do Junco, o presidente da empresa, Alistair Robertson, havia tentado, sem sucesso, convencer o banco a vender a propriedade.

Em 1996, o Banco Borges & Irmão foi incorporado pelo Banco Português de Investimento (BPI), o qual colocou o quinta no mercado. A Taylor’s não foi a única empresa a tentar a sua sorte de comprá-la. O diretor geral da Taylor’s, Adrian Bridge, recorda: "Lembro-me que foi um negócio tenso, de deixar os nervos em franja. Não só houve muita concorrência, mas todo o processo foi feito por propostas fechadas." Felizmente a Taylor’s foi a proposta vencedora e a Quinta do Junco foi acrescentada aos já vastos vinhedos da empresa.

O início da história da Quinta do Junco não é bem documentado. No entanto, sabe-se que esta propriedade já existe há pelo menos século e meio. Da mesma forma que a Quinta de Terra Feita, esta quinta situa-se no coração da demarcação original de 1756. Na classificação de 1761, foi concedido à Quinta do Junco o tão cobiçado estatuto de feitoria, o qual identificava os seus vinhos como sendo da melhor qualidade, com direito a serem vendidos a um preço mais elevado e a serem exportados para o exigente mercado inglês. A classificação atual continua a classificar a Quinta do Junco, bem como a Quinta de Vargellas e a Quinta de Terra Feita, na categoria "A”, letra reservada apenas para as melhores vinhas de vinho do Porto.

Uma das características que distinguem a propriedade é a rede de canais e cursos de água, alimentados por nascentes naturais, que cobrem a encosta. Estas provavelmente dão azo ao nome invulgar da propriedade, pois "junco” é o nome de uma planta que cresce em solo húmido ou pantanoso. Quando seca, a planta fornece os fios de palha que ainda hoje são muitas vezes usados para atar os sarmentos aos arames para a condução da vinha. O mesmo nome também é usado para a verga que os tanoeiros usam para calafetar as juntas entre as aduelas dos cascos ou cubas de vinho do Porto, embora estas não venham do Vale do Douro mas da costa pantanosa das rias de Aveiro.

Um registo da década de 1940 descreve a Quinta do Junco como sendo notável, não só pelo seu vinho, mas também pelos seus pomares e azeite. Menciona a moderna prensa de azeite da propriedade e o alambique para a produção de bagaceira ou aguardente, um produto que hoje já quase não se produz no vale. Infelizmente estas instalações, particularmente a adega com o seu obsoleto autovinificador argelino, já não eram usadas quando a Taylor’s comprou a propriedade. Portanto, a decisão tomada foi produzir os vinhos da Quinta do Junco nos lagares da Quinta de Terra Feita, localizada a menos de três quilômetros para nordeste, e concentrar o investimento e recursos no desenvolvimento das vinhas da propriedade.
Esta opção revelou-se sábia. O regresso à tradicional pisa a pé tem melhorado a qualidade dos vinhos da Quinta do Junco, a tal ponto que estes agora fazem uma contribuição modesta, mas cada vez mais importante nos lotes dos portos vintage da Taylor’s. O investimento nas vinhas produziu benefícios significativos. Muitos dos patamares construídos antes da aquisição da propriedade pela Taylor’s foram substituídos por plantações verticais que têm vantagens ambientais e permitem uma melhor exposição da canópia. As videiras foram substituídas por variedades mais adequadas à localização e ao estilo da casa Taylor’s. Embora o trabalho de replantação e paisagismo tenha sido intenso, os antigos socalcos continuam a representar quase um terço da área plantada da quinta.

Em contraste com os vinhos elegantes e perfumados de Vargellas e com o frutado sensual dos de Terra Feita, os vinhos do Junco são mais impressionantes na boca. A propriedade produz vinhos do Porto que muitas vezes são de escala monumental, os quais acrescentam concentração, densidade e estrutura aos lotes. Este é o caso especial dos vinhos procedentes dos antigos socalcos. Desde 2000 uma porção pequena de vinho da quinta do Junco foi incorporada nos lotes de vinho do Porto Taylor’s Vintage. Longe de alterar o estilo distintivo da Taylor’s, os vinhos da Quinta do Junco parecem realmente melhorá-lo, fortalecendo a força interior e robustez pela qual os vinhos do Porto Vintage da empresa são conhecidos.

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