Na Taylor’s estamos empenhados em proteger o ambiente e o equilíbrio ecológico das nossas vinhas e da Região Demarcada do Douro, onde o vinho do Porto é produzido há séculos.
Por este motivo, desenvolvemos um modelo de viticultura sustentável, que nos permite produzir vinho do Porto, directamente das nossas vinhas, de uma forma que é ao mesmo tempo ecologicamente responsável e economicamente viável, ajudando a garantir o futuro a longo prazo da produção de vinho do Porto de alta qualidade nas próximas décadas.
O modelo integra uma série de técnicas e estratégias que trabalham em conjunto para criar um ambiente equilibrado, diversificado e sustentável nas vinhas e no seu ecossistema e, ao mesmo tempo, garantir a qualidade dos vinhos produzidos pelas nossas videiras.
A base do modelo é a construção de patamares estreitos, cada um dos quais com apenas uma fileira de vinhas. Os patamares são desenhados com muita precisão, usando máquinas de terraplanagem em que o operador é guiado por um sistema inovador de orientação a laser. Isso permite a inclinação dos patamares com exatamente 3º graus com a horizontal. Com esta inclinação, é possível atingir o equilíbrio entre a penetração da água da chuva no solo e o escoamento do excesso ao longo do patamar, evitando a erosão do solo que constitui um desafio fundamental na viticultura de montanha e causa relevantes danos ambientais.
O nosso modelo de viticultura sustentável também é criado para eliminar o uso de herbicidas no controlo da vegetação indesejável. Um caminho entre a linha de videiras e a base do talude permite o acesso de máquinas. Assim, permite-se o crescimento natural das ervas no declive, que pode ser facilmente controlado mecanicamente, reduzindo-se a perda de água, mantendo a integridade das encostas e proporcionando um refúgio para os insetos e, em geral, para o aumento da biodiversidade nas vinhas.
Ao longo das linhas de videiraso controlo é realizado pela plantação temporária de um tapete de espécies selecionadas. Estas florescem entre novembro e o final da Primavera, evitando o crescimento de espécies invasoras. Dado que as vinhas estão em repouso vegetativo durante a maior parte deste período, esta plantação não compete com a videira no consumo da água do solo. Este coberto vegetal morre naturalmente com o início do Verão, quando as videiras estão ativas, e pode ser cortado mecanicamente para formar um restolho, reduzindo a perda de água e restaurando a matéria orgânica natural do solo. A ausência de herbicidas permite que a vegetação se regenere com facilidade e naturalmente em cada ano.
Talvez o aspecto mais crítico deste processo seja a correta seleção de castas e a sua distribuição no terreno, garantindo a cada casta a ótima localização que lhe permite prosperar naturalmente, desenvolvendo a sua própria resistência às doenças, à seca e às pragas , enquanto continua a produzir uvas de alta qualidade e perfeitamente maduras. Este é um elemento-chave na viticultura de montanha com a sua topografia variada e diversidade de microclimas e que é particularmente importante na variante de clima seco.
O novo modelo de vinha pode ser utilizado como base tanto para a viticultura sustentável como apenas para a produção biológica.