Alistair Robertson nasceu no Porto em 1937 numa família com fortes ligações ao comércio do vinho do Porto.
A infância de Alistair Robertson foi passada em Portugal e depois dos estudos em Inglaterra fez serviço militar na Guarda Escocesa. Durante este período conheceu Gillyane Scoones, com quem mais tarde casaria, e o seu futuro sogro, que era diretor geral da Brewers’ Society (Sociedade de Fabricantes de Cerveja), o aconselhou a juntar-se à indústria cervejeira, onde o Alistair revelou talento para vendas e marketing.
Quando Beryl Yeatman emitiu o seu convite, Alistair já estava bem qualificado para assumir a liderança da empresa. E se por um lado a sociedade era financeiramente viável e tinha uma grande quantidade de vinho do Porto armazenado e uma reputação inigualável, por outro não vendia o suficiente para alcançar um lucro comercial razoável. De modo geral, as vendas de vinho do Porto não tinham recuperado depois da Segunda Guerra Mundial e no período pós-guerra muitas pequenas empresas de vinho do Porto foram absorvidas em empresas de maior dimensão.
Alistair Robertson introduziu mudanças, incluindo a reorganização da empresa e um estímulo às vendas. Nisso, foi habilmente ajudado por Huyshe Bower que procurou e desenvolveu novos negócios internacionais para a Taylor’s, reduzindo a dependência histórica da empresa no mercado britânico e permitindo-lhe beneficiar do crescente interesse em vinhos de qualidade em áreas como a América do Norte e a Ásia. Este trabalho pioneiro lançou as bases para o reconhecimento global que a Taylor’s hoje possui.
A sua inovação mais significativa e abrangente foi o LBV. A ideia de Alistair era a de produzir um vinho do Porto de um só ano que tivesse sido filtrado e que pudesse ser bebido ao copo, sem necessidade de decantação, assim que fosse engarrafado. Isto foi conseguido permitindo que o vinho permanecesse mais tempo em madeira do que o vinho do Porto Vintage, por outras palavras através do "engarrafamento tardio” ("late bottling” em inglês).
O resultado foi o Taylor’s Late Bottled Vintage. O primeiro LBV, de 1965, foi lançado em 1970 no mercado inglês. Embora inicialmente tivesse sido encarado com ceticismo por alguns membros do comércio de vinho do Porto, o LBV foi um sucesso retumbante e pouco a pouco as outras firmas lançaram as suas próprias versões.
Foi nesta altura que as extensas reservas de tawnies de idade a envelhecer em casco que a empresa tinha acumulado ao longo dos anos mostraram o seu verdadeiro valor. Em 1973, o Instituto do Vinho do Porto (IVP), órgão regulador do setor do vinho do Porto, criou novas regras permitindo que os produtores indicassem nos rótulos a idade dos vinhos do Porto Tawny envelhecidos. A Taylor’s foi a primeira grande empresa de vinho do Porto a aproveitar esta vantagem, lançando uma gama completa de vinhos do Porto Tawny 10, 20, 30 e 40 anos que ainda hoje continua a estar disponível.
A tarefa de supervisionar a produção de vinho do Porto e cuidar do extenso stock da Taylor’s, bem como o trabalho específico e delicado de os lotear recaiu em Jeremy Bull, o diretor técnico da Taylor’s e um dos mais experientes provadores do mundo do vinho do Porto. O envolvimento de Jeremy Bull durou um quarto de século, garantindo uma valiosa continuidade.
Os anos 70 viram o renascer do mercado. Eram necessárias maiores instalações e novas zonas de engarrafamento foram, então, construídas e adquirido mais espaço para armazenagem de stocks de vinho do Porto envelhecido, essenciais para apoiar o crescimento das vendas.
No Douro, uma nova adega foi construída em Lugar das Lages, o local da primeira propriedade comprada pela Taylor’s em 1744, e novas vinhas foram plantadas usando modernas técnicas de armação do terreno.
No ano de 1974, repleto de eventos, deu-se a compra da Quinta de Terra Feita. A aquisição de Terra Feita cujos vinhos tinham sido comprados pela Taylor’s desde o século anterior, fazia parte da estratégia da empresa de assegurar e controlar as suas fontes de uvas de alta qualidade para os seus vinhos do Porto Vintage.
O ano de 1974 também testemunhou a revolução de Abril que trouxe uma mudança de regime em Portugal e introduziu um período de turbulência política e económica, um momento desafiador para a Taylor’s e para todo o país.
No entanto, o retorno da estabilidade na década de 1980 foi seguido por anos bons para o comércio do vinho. Sob a liderança de Alistair Robertson, a Taylor’s concentrou-se na pesquisa quanto à vinificação e à viticultura. Bruce Guimaraens, como diretor do património, desempenhou um papel importante no desenvolvimento das quintas da empresa durante este período. Os avanços em ambas as adegas e vinhas, sempre temperados por um respeito pelos métodos tradicionais, frutificaram numa série de aclamados vinhos do Portos Vintage, incluindo o Taylor’s de 1992, classificado com 100 pontos pelo influente crítico de vinhos Robert Parker.