History - River Transportation

Invasões e Joseph Camo

Quando Francis morreu, a empresa ficou subitamente sem descendentes ou familiares para a gerir. Três dos seus genros tornaram-se sócios mas nenhum estava habilitado a dirigir a empresa. O Dr Edward Whitaker Gray foi o mais ilustre dos três, um cirurgião que se tornou botânico e que tinha um cargo importante em instituições britânicas como o Museu Britânico e a Royal Society. 

Gray teve pouca intervenção na empresa para além de a ter persuadido a comercializar alguns medicamentos. O seu filho, Francis Gray, que morreu apenas com 30 anos de idade, tornou-se igualmente sócio mas passou a maior parte do seu tempo em Londres.

Esta situação poderia ter sido desastrosa pois estes foram os anos das campanhas peninsulares das guerras napoleónicas. Em 1808, o exército francês avançava rapidamente pela Espanha e os exportadores britânicos apressaram-se a salvaguardar o seu património através da sua transferência para empresas não-britânicas amigáveis ou, no caso dos vinhos,  a preparar o seu envio para a Grã-Bretanha.

Felizmente, entre os funcionários da empresa do Porto existia um empreendedor americano de ascendência turca chamado Joseph Camo. Como cidadão americano os franceses não o considerariam como um inimigo e os bens confiados ao seu cuidado tinham uma hipótese de não serem usurpados. O historiador de vinho do Porto, Charles Sellers, no seu livro "Oporto Old and New”  ("O Porto Antigo e Novo”) publicado em 1899, descreve Camo como "um típico americano, um homem cheio de energia, com grande capacidade de iniciativa a quem nunca faltava coragem, três qualidades indispensáveis naqueles dias de angústia '. A empresa reconheceu que Camo era fulcral para a sua sobrevivência e cedeu-lhe uma quota de um sexto da empresa do Porto em troca da sua permanência na cidade para gerir a firma depois de todos os comerciantes ingleses terem partido.

O primeiro desafio de Camo foi conseguir expedir o máximo de vinho possível dos stocks da empresa para a Grã-Bretanha. Em dezembro de 1808, Napoleão ocupou Madrid e dada a facilidade da sua conquista, poucos armadores ou comandantes de navios se dispunham a navegar para o Porto. Três embarcações finalmente chegaram com ordens para recolher 632 pipas de vinho do Porto, incluindo algumas remessas de outras casas de propriedade britânica. Porém, quando chegaram ao Porto, foram incapazes de atracar no cais. Estávamos em Fevereiro de 1909 e as chuvas torrenciais, associadas à neve a derreter nas montanhas do interior, aumentaram o caudal do rio e provocaram uma inundação. A foz do Rio Douro, estreitada pelo cabedelo (uma grande língua de areia), estava bloqueada por árvores caídas e outros detritos.

Em 17 de Março, Camo finalmente conseguiu carregar as embarcações, mas estas continuavam incapazes de chegar a mar aberto. Em 29 de Março, o exército francês chegou ao Porto. As tropas francesas fizeram o seu melhor para saquear os três navios, que permaneciam ancorados no rio mas foram derrotados pelo tamanho dos cascos. Foram tomadas somente oito pipas pertencentes à Offley  e uma pipa e meia pertencente à Webb, Campbell, Gray & Camo, o nome sob o qual a Taylor era então conhecida. Em Junho, as tropas britânicas comandadas pelo Lord Arthur Wellesley recuperaram a cidade do Porto, numa vitória rápida e dramática e em Julho os três navios finalmente atracaram com segurança em Portsmouth.

O empreendedor Sr. Camo continuou a comprar vinho até seis dias antes dos franceses entrarem no Porto e retomou os negócios 21 dias após as tropas de Wellesley reconquistarem a cidade. Como nenhum dos sócios das outras casas britânicas voltou durante os dois anos que se seguiram, ele teve o campo aberto para agir com liberdade. O ano de 1809, que poderia ter sido desastroso para a empresa, foi, pelo contrário, um ano de grande sucesso.

De 1808 a 1811, Camo foi o único sócio que trabalhou na empresa portuense. Com a paz estabelecida, ele começou a gozar os frutos da sua nova posição. Tornou-se um membro da Feitoria Inglesa, o prédio onde os comerciantes britânicos do vinho do Porto tinham a sua associação e que reocuparam em novembro de 1811. No entanto, em 1812, ele renunciou ao seu estatuto de sócio para perseguir outros interesses, indo para Londres e depois para França, onde morreu em 1816.

Vinho do Porto mais {+}
Tawny 10 Anos
Opulento e elegante, combina delicadas notas de madeira com ricos aromas de fruta madura, sendo engarrafado para o consumo imediato. {+}
Receitas mais {+}
Molho Cranberry
A receita é muito simples e incluí um pouco de vinho do Porto que lhe dá um toque muito especial e faz com que todos queiram mais um bocadinho. {+}
Outras Receitas
Vinho do Porto mais {+}
Late Bottled Vintage
O LBV foi desenvolvido como uma alternativa de alta qualidade do Porto Vintage. A ideia foi criar um vinho mais acessível e para o consumo imediato, que pudesse ser bebido no dia-a-dia. Ler mais... {+}
Faça a Sua Reserva! mais {+}
Visite as caves
Taylor's